- Demetrius Tribuiani: Business Line Manager - Power Technique
- Rafael Santucci: Business Line Manager - Power Technique
Existem trajetórias profissionais que parecem nascer com hora para acabar. Mas há outras — mais raras — que não se medem só pelo tempo de casa, mas pelo quanto esse tempo moldou quem você se tornou. É nesse segundo tipo de jornada que caminham Rafael Santucci e Demetrius Tribuiani, dois nomes, duas histórias, um mesmo chão compartilhado com o Grupo Atlas Copco.
Rafael chegou em 2010, jovem, curioso, cheio de perguntas. Começou como estagiário no chão de fábrica em Barueri — a lendária Alameda Araguaia, número 2700. Começou testando máquinas, mas logo percebeu que estava diante de algo muito maior do que equipamentos industriais. Ele estava entrando em uma cultura.
Demetrius, por sua vez, iniciou sua jornada ainda em 1998, na época, Dynapac. O mundo era outro, a empresa era outra. Mas a vontade de aprender, de crescer e de fazer parte de algo maior já estava ali. Quando o Grupo Atlas Copco incorporou a Dynapac anos depois, não foi só uma mudança de logotipo — foi o início de uma transformação profunda de valores, processos e formas de olhar para o cliente e para o futuro.
Ambos passaram por cargos, viagens, divisões e desafios. Viveram fusões, viram produtos nascerem, lideraram equipes em tempos de transição. Ambos aprenderam que tecnologia não é só código ou peça — é o que você constrói quando entende a necessidade real de alguém e entrega mais do que ele esperava.
Já Rafael conta que, o que o prendeu desde o início não foi só o ambiente técnico ou os desafios de engenharia. Foi a atmosfera de comprometimento. A sensação de que ali existia algo maior: uma cultura viva, enraizada e responsável.
Essa cultura não só produzia máquinas — ela cuidava de pessoas, promovia segurança, falava de sustentabilidade quando ainda nem era pauta popular.
Por outro lado, Demetrius destaca que quando veio da Dynapac, percebeu a força do serviço dentro do Grupo. Antes, pós-vendas era sinônimo de peça. Aqui, aprendeu que era relacionamento, confiança, inteligência aplicada, parceria.
Mas o que mais marca seus relatos não é a lista de cargos ou conquistas. É a forma como falam da passagem do tempo.
Eles enxergam o tempo não como um peso, mas como um elemento transformador. Um tempo que ensina, que desafia, que amadurece. Um tempo que não os fez “ficar” por acaso — mas que os fez escolher permanecer.
E permanecer não é ficar parado. É crescer dentro, evoluir com a empresa, adaptar-se às novas gerações, entender que liderança não é sobre autoridade, mas sobre confiança construída dia após dia.
Ambos falam com tranquilidade sobre o futuro. Não porque têm todas as respostas, mas porque viveram o suficiente para saber que a cultura da Atlas Copco é uma bússola. Que, mesmo em um mundo acelerado, ela se mantém firme. Que é possível inovar sem perder a essência, crescer sem esquecer de onde se veio.
Eles não têm medo do que vem. Porque já viram a mudança acontecer — e fizeram parte dela.
No fim das contas, talvez o maior valor que o tempo deixa seja esse: a certeza de que é possível atravessar décadas, mudanças, gerações e ainda assim olhar para o lado e dizer, com orgulho:
“Eu ainda estou aqui. E continuo acreditando.”