July 08, 2025

Líderes que Inspiram

Rodrigo Vidal, Gerente Geral da Atlas Copco Specialty Rental

Com 26 anos de casa, Rodrigo construiu uma carreira marcada por crescimento, aprendizados e paixão pelo que faz, sempre com apoio da família e uma visão humana sobre liderança

Em mais uma entrevista da série “Líderes que Inspiram”, compartilhamos a trajetória, influências, motivações e os desafios de Rodrigo Vidal, Gerente Geral da Atlas Copco Specialty Rental.

Ele é a prova viva de que uma carreira de sucesso é construída passo a passo, com propósito, dedicação e pessoas certas ao lado. Conheça mais na entrevista abaixo.

Rodrigo Vidal apresentando com microfone em uma das mãos Rodrigo Vidal - Gerente Geral de Specialty Rental Brasil

Vamos começar falando sobre sua história anterior à trajetória profissional. Conte-nos um pouco sobre suas origens, inspirações e motivações em sua infância e adolescência.

Quando paro para pensar sobre como tudo começou, é impossível não lembrar do meu avô materno. Ele foi, sem dúvidas, uma das maiores influências na minha trajetória.

Cresci rodeado por catálogos, brindes e outros materiais da Atlas Copco que ele guardava com carinho. Isso foi do período em que ele trabalhou na empresa, entre 1969 e 1978, e sempre falava com orgulho desse período.

Depois que saiu de lá, abriu seu próprio negócio de manutenção de compressores de ar. Algumas vezes, tive a chance de acompanhá-lo em visitas a clientes. Mal sabia eu que, ali, estava tendo meu primeiro contato com o universo técnico e industrial, e que isso faria toda a diferença no meu futuro.

Quando chegou a hora de escolher o caminho do ensino médio, optei por um colégio técnico. Queria aprender uma profissão e começar a trabalhar o quanto antes. Meu tio, que já tinha feito técnico em Química no Oswaldo Cruz, foi uma inspiração, mas acabei escolhendo Eletrônica, pois queria algo que me desafiasse nessa área.

No terceiro ano, o curso passou a ser noturno, o que me abriu espaço para buscar estágios. E adivinha quem entrou em cena novamente? Meu avô, claro! Ele sempre falava que a Atlas Copco era um excelente lugar para começar.

Foi assim que, no dia 3 de junho de 1998, comecei minha primeira experiência profissional como estagiário na área de Compressor Technique, ajudando o pessoal da lavagem. Lembro desse dia como se fosse hoje, pois foi o início de uma jornada que sigo construindo, passo a passo, sempre com aquele sentimento de orgulho e gratidão por tudo que vivi e aprendi.

Como começou sua história com o Grupo Atlas Copco? Quais marcos e lembranças especiais você tem dessa trajetória?

Tudo começou de um jeito que hoje parece até cômico: eu, com meus 18 pra 19 anos, lavando peças na oficina enquanto minha mãe ligava para o ramal do meu chefe quando precisava falar comigo.
Era 1998, celular era artigo de luxo, e aquele apito do telefone fixo seguido de um "Hey, sua mãe quer falar com você", do meu chefe, me marcou tanto, que meu primeiro objetivo profissional virou ter um ramal próprio.

 

Mas o que parecia só um trabalho temporário se transformou em algo maior. Naquela época, a empresa estava modernizando seus equipamentos, trocando sistemas eletropneumáticos por tecnologias com sensores. Como estudava eletrônica, vi a minha chance. Comecei a me envolver mais, mostrar que podia contribuir além da lavagem de peças. Pouco a pouco, fui ganhando espaço.

Em 2000, já como técnico de campo, viajei o Brasil todo atendendo clientes. Foi minha primeira grande mudança, e também quando entendi de verdade o que era resolver problemas na prática.

Enquanto isso, cursava Engenharia Elétrica na faculdade e, a cada passo, novas portas se abriam dentro do Grupo: fui Técnico de Aplicações, Engenheiro de Orçamentos, Vendedor Técnico. Até que, em 2011, veio meu primeiro desafio como líder: Gerente de Produto.

Mas a vida sempre traz mudanças constantes. Em 2016, saí da Atlas Copco pela primeira vez para assumir um cargo em outra marca do Grupo. Foi incrível, mas também acendeu uma luz em mim. Percebi que o sucesso não vinha só da força da marca, e sim de processos bem feitos e relacionamento real com o cliente. Uma lição que carrego até hoje.

Depois dessa experiência, fui para a Itubombas em 2020. Hoje estou como Gerente Geral de Rental Brasil. Olhando para trás, vejo que cada degrau, do lavador ao líder, foi construído com muito aprendizado, alguns tropeços e aquela vontade que começou com um simples desejo adolescente de ter meu próprio telefone no trabalho.

Sendo Gerente Geral de uma empresa da área industrial, pode nos contar um pouco de sua visão sobre as perspectivas desse mercado e o que isso oferece como oportunidade para o Grupo?

Vejo um cenário promissor para o mercado de locação de equipamentos. Vivemos um momento em que as empresas precisam ser mais ágeis e estratégicas para lidar com um mundo cada vez mais incerto. Nesse contexto, a locação se destaca como uma solução inteligente, que combina flexibilidade, economia e acesso à tecnologia de ponta.

Cada vez mais, vemos companhias optando por alugar em vez de comprar. E isso faz todo sentido. Ao alugar, é possível adaptar a operação rapidamente às mudanças na demanda, sem a necessidade de fazer grandes investimentos em ativos próprios. Isso reduz riscos e aumenta a eficiência. Além disso, é uma forma de garantir que o parque de máquinas esteja sempre atualizado, sem se preocupar com obsolescência.

Outro ponto que pesa muito hoje é a sustentabilidade. A locação contribui diretamente para esse objetivo, já que promove o uso mais eficiente e compartilhado dos recursos. E como os equipamentos alugados costumam ser os mais modernos do mercado, também são mais econômicos e menos agressivos ao meio ambiente.

Tudo isso posiciona muito bem a nossa divisão de Specialty Rental dentro do Grupo Atlas Copco. Estamos preparados para atender um mercado que exige soluções sob medida, com rapidez e qualidade, que valoriza cada vez mais parceiros capazes de inovar junto.

Vejo um enorme potencial de crescimento pela frente e, principalmente, uma grande oportunidade de fazer a diferença nos resultados e na jornada dos nossos clientes.

De que forma os temas prioritários de eficiência energética e redução de CO2 se relacionam com o dia a dia de sua área? Como isso se apresenta como diferencial estratégico do Grupo Atlas Copco e como se traduz, na prática, para a sua equipe, clientes e para a sociedade?

 

A eficiência energética e a redução de CO₂ são temas que estão no centro das nossas decisões e estratégias. A gente sabe que não dá para ficar preso a tecnologias antigas, como máquinas a diesel, que além de menos eficientes, têm um impacto ambiental maior.

Por isso, nosso principal foco tem sido a eletrificação da frota. Essa é uma mudança estratégica que traz mais eficiência e reduz significativamente as emissões de carbono.

Além disso, estamos investindo em pesquisas para incorporar combustíveis renováveis aos nossos equipamentos, pensando sempre em oferecer soluções que ajudem nossos clientes a reduzir a pegada de carbono, sem abrir mão da performance.

Isso é fundamental porque, no fim das contas, nosso compromisso vai além do produto. Queremos apoiar uma indústria mais sustentável e responsável.

Internamente, também temos feito avanços importantes. Nossas novas filiais já contam com energia renovável, como a solar, e buscamos testar os equipamentos usando combustíveis limpos.

Estamos avaliando veículos 4x4 elétricos para operações mais verdes. Tudo isso mostra que a sustentabilidade está integrada à nossa rotina, impactando positivamente nossa equipe, nossos clientes e a sociedade.

Na prática, esses esforços se traduzem em equipamentos mais eficientes, que consomem menos energia e emitem menos CO₂, além de processos internos que minimizam o desperdício e otimizam recursos.
Esse alinhamento com as tendências globais reforça o diferencial estratégico da Atlas Copco, e também nos posiciona como parceiros confiáveis para quem busca inovação e responsabilidade ambiental.

Afinal, sustentabilidade não é só uma meta, é um compromisso diário que inspira nossas ações e nos desafia a fazer sempre melhor, para o planeta, para nossos clientes e para as futuras gerações.

Qual a sua visão sobre o seu papel e o dos líderes de sua equipe junto aos colaboradores que compõem esse time?

Pra mim, ser líder vai muito além de bater metas ou entregar resultados. Sempre enxerguei essa função como uma oportunidade real de impactar positivamente a vida das pessoas. E essa visão é algo que compartilho com os demais líderes da minha equipe.

A gente usa o negócio como ferramenta para gerar crescimento. Não só para a empresa, mas para cada pessoa que faz parte do time. Isso significa promover desenvolvimento profissional, criar um ambiente saudável e, principalmente, abrir espaço para que todos se sintam valorizados e parte de algo maior.

Mas é claro que nada disso se sustenta sem uma base sólida. Por isso, manter uma operação saudável e com resultados consistentes é essencial. É o que permite que a empresa continue crescendo e, ao mesmo tempo, oferecendo oportunidades reais para quem está aqui conosco.

No fim das contas, acredito que nosso papel como líderes é conectar propósito com resultado. É cuidar do negócio, sim; mas, acima de tudo, cuidar das pessoas que fazem ele acontecer todos os dias.

Quem é Rodrigo Vidal fora do Grupo Atlas Copco? Pode compartilhar uma curiosidade sobre sua vida pessoal conosco?


Fora do trabalho, sou antes de tudo marido da Débora e pai da Laura e da Luiza, minhas filhas gêmeas. A paternidade, aliás, me ensinou algo valioso: a importância de estar presente de verdade, seja onde for.

Já passei por fases em que tentava dar conta de tudo ao mesmo tempo. Corpo num lugar, cabeça em outro. No trabalho, pensando em casa. Em casa, pensando no trabalho. Com o tempo, entendi que viver o presente com atenção e intenção faz toda a diferença, e isso virou quase uma filosofia de vida pra mim.

Nas horas vagas, o esporte é minha válvula de escape. Sou fã de tênis, jogo sempre que posso, e pratico corrida para melhorar meu desempenho nas quadras. Tenho um lado bem curioso e ‘mão na massa’ também. Curto mecânica, já tive moto, tenho um carro antigo e gosto de fuçar, aprender, desmontar e montar. Se não sei como fazer, vou atrás e descubro.

Outro prazer que levo a sério é cozinhar. Gosto de testar receitas novas, improvisar, inventar moda na cozinha. Mais do que o prato em si, o que me atrai é o que vem junto: reunir a família, chamar os amigos, colocar a conversa em dia. Valorizo muito esses momentos simples, mas cheios de significado.

No fim das contas, sou um cara que busca equilíbrio. Trabalho com paixão, mas também faço questão de aproveitar o tempo com quem mais importa. Porque, no fundo, é isso que torna tudo mais leve e mais real.


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Além disso, você também fica por dentro de nossas novidades de negócio, lançamentos, nossa cultura e algumas curiosidades de tantos anos de história.

Atlas Copco headquarters in Stockholm